Ato em defesa da Democracia espera reunir nesta quinta 8 mil pessoas com presença de artistas, juristas e empresários
11/08/2022 08:49 em Genérica

Os atos em defesa da democracia marcados para hoje na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, devem reunir cerca de 8 mil pessoas, segundo a organização e a Secretaria de Segurança Pública. O evento consagra a mais organizada reação da sociedade civil ao discurso autoritário d o presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dois manifestos que serão lidos no local foram organizados depois que o presidente reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para repetir ataques sem provas às urnas eletrônicas e ao Tribunal Superior Eleitoral. Ambos os textos, embora não citem Bolsonaro diretamente, defendem o Judiciário.

Paralelamente, centrais sindicais e movimentos sociais realizarão atos de apoio ao evento no Largo de São Francisco em ao menos 25 estados. Além disso, dezenas de universidades pelo país devem transmitir o ato realizado na USP e promover suas próprias leituras de manifestos.

Os dois documentos a serem lidos na USP movimentaram os mundos jurídico, empresarial, artístico e político nas últimas semanas e foram criticados pelo presidente Bolsonaro, que chamou os signatários de “sem caráter”.

Às 10h, no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, um grupo de empresários e representantes de movimentos sociais vai ler o manifesto “Em defesa da democracia e da Justiça”. O texto reuniu 107 adesões institucionais e foi organizado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, e pelo Comitê de Defesa da Democracia, um grupo de intelectuais e investidores.

Estão previstos discursos de 14 pessoas nesse primeiro ato, entre eles o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, o ex-presidente da Fiesp Horacio Lafer Piva, a presidente da OAB-SP, Patrícia Vanzolin, e o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias. Também falam representantes das três maiores centrais sindicais: Telma Aparecida, CUT-SP; Miguel Torres, presidente da Força Sindical; e Enilson Simões, vice-presidente da UGT.

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